Detalhes do Projeto
| Título | A COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTÍCIAS À FAMÍLIA NO CONTEXTO DA TERAPIA INTENSIVA – SPIKES VERSUS EXPERIÊNCIA
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| Tipo de Projeto | Pesquisa
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| Coordenador(a) | Emanuelle Caires Dias Araújo Nunes
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| Resumo | Transmitir más notícias consiste na ação mais comum e difícil que os profissionais da saúde enfrentam na sua rotina. Trata-se de uma tarefa complexa, cercada de efeitos negativos para todos os atores envolvidos no processo. Alguns protocolos já existem para apoiar a condução deste processo, entre eles o SPIKES, que, neste estudo será um referencial comparativo à realidade estudada. Desse modo, este estudo tem como pergunta norteadora: como acontece a comunicação de más notícias na terapia intensiva em comparação ao proposto pelo protocolo SPIKES? E, neste sentido, seu objetivo geral é conhecer a experiência dos indivíduos envolvidos no processo de comunicação de más notícias, no contexto da terapia intensiva, comparando-a ao modelo SPIKES. Os objetivos específicos são: conhecer a percepção de médicos plantonistas em UTI sobre a sua experiência de comunicação de más notícias; comparar a experiência médica de comunicação de más notícias com as orientações previstas no protocolo SPIKES; conhecer a experiência de familiares que receberam más notícias durante o internamento de um ente querido na UTI; comparar a experiência de familiares com a recepção de más notícias na UTI com as orientações previstas no protocolo SPIKES; conhecer a percepção de multiprofissionais intensivistas sobre a comunicação de más notícias na UTI; e, identificar possibilidades de aperfeiçoamento da comunicação de más notícias na UTI. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa, que será realizado a partir do Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia. Os participantes do estudo serão três públicos: médicos, demais multiprofissionais e familiares que tenham experiência com emissão/recepção de más notícias. A comunidade universitária (docentes, discentes, técnicos e prestadores de serviço) será o ponto de partida para localizar/convidar os primeiros participantes, segundo os critérios de inclusão. Os primeiros entrevistados também serão informantes chave para o recrutamento de mais participantes com mesmo perfil, pela técnica snowball. Serão observados como critério de inclusão para os profissionais: ter experiência assistencial mínima de 1 ano em UTI e ter participado/feito a comunicação de más notícias na UTI. E, para os familiares: ter vivenciado o internamento de um ente querido na UTI e ter recebido do médico ou equipe multiprofissional alguma má notícia relacionada ao ente querido em tratamento intensivo, seja de morte ou de outra natureza. A coleta de dados será realizada por meio de entrevista semiestruturada específica para cada um dos três públicos, que serão delimitados pela saturação teórica dos dados. A análise seguirá a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC).
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| Equipe Executora | |||||
